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Temporada de teatro 2026 tem “A Hora do Boi”! Monólogo de Vandré Silveira chega ao centro do Rio

Amor e empatia aos seres vivos é a base do espetáculo, com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de André Paes Leme, com estreia dia 13 de janeiro 

no Centro Cultural Justiça Federal


Vandré Silveira em cena | Foto de @callanga
Vandré Silveira em cena | Foto de @callanga

Sessões emocionantes, empatia total do público com a história de Seu Francisco e do Boi Chico e temporadas de casa cheia, assim é a A Hora do Boi, montagem idealizada pelo ator Vandré Silveira que está de volta no início de 2026 – com apresentações às terças e quartas-feiras, às 19h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF-RJ). Pela quarta vez no Rio de Janeiro, o monólogo fica em cartaz de 13 de janeiro a 11 de fevereiro.


Com direção de André Paes Leme sobre o texto de Daniela Pereira de Carvalho, A Hora do Boi narra a história do tratador e capataz de matadouro que se encontra numa encruzilhada ao criar grande relação de amizade e afeto com o boi nascido e criado sob seus cuidados, mas que, um dia, deverá ser abatido. O texto é baseado em uma história real, publicada no jornal “A Tarde”, de Salvador. "Na última quinta (29/11/2018) pela manhã, um boi foi visto no mar da praia de Stella Mares, em Salvador. As fortes ondas não o intimidaram, apesar das tentativas dos banhistas de direcioná-lo para a areia. O animal da raça Nelore escapou da feira de agronegócios Fenagro, que acontece no Parque de Exposições em Salvador, e ficou desaparecido durante cinco dias na cidade."


A performance visceral de Vandré no espetáculo que reflete sobre a igualdade entre os seres vivos, recebeu menções e indicações na cena teatral. Em janeiro de 2023, “A Hora do Boi” estreou no Poeirinha, cumpriu temporada no Teatro Municipal Sergio Porto e foi eleito um dos melhores espetáculos do “Segundo Caderno”, do jornal “O Globo”. O espetáculo também foi indicado ao 34º Prêmio Shell pelo Figurino (Carlos Alberto Nunes) e ao 18º Prêmio APTR (Associação de Produtores de Teatro) pela Direção de Movimento (Paula Aguas e Toni Rodrigues). Em 2025, repetiu seus feitos, seguindo elogiado por plateias na breve temporada realizada novamente na cidade. “É muito bom poder revisitar um espetáculo de tempos em tempos. Ter a possibilidade de realizar uma nova temporada traz novas descobertas e uma maior apropriação da história contada”, diz Vandré.


“A Hora do Boi busca a partir dessa relação, entre homem e animal, trazer reflexões e uma possível mudança em nossas ações cotidianas em prol de maior sintonia, respeito e empatia entre todos os seres”, reflete Vandré, que foi buscar os escritos e histórias de São Francisco de Assis sobre a natureza dos seres vivos para dar sentido ao espetáculo. Para o homem Francisco, nascido em Assis, na Itália, nos idos do Século XII, ninguém é suficientemente perfeito que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão. Francisco enxergava todos os seres vivos como igualmente importantes e tinha profunda relação com a natureza e os animais.


Seguindo com este ensinamento, a trama apresenta dois de personagens: Seu Francisco e Chico, que estabelecem uma ligação afetiva de profunda empatia e amizade, sentimentos que põem em cheque toda a objetividade das funções de Seu Francisco, como um matador de bois. Apegado ao boi, Seu Francisco, apavorado, vê se aproximar a hora do abate de Chico – única criatura com a qual estabeleceu um vínculo na vida. Seu Francisco nunca deixou de cumprir ordens. Manso e submisso, abateu centenas e centenas de cabeças de gado a mando dos patrões – sem sentir nada, nem refletir sobre seus atos. A amizade com Chico, entretanto, mudou sua vida. É alguém com significado. Ao seu lado, o boi Chico vive a agonia do condenado, injustamente, no corredor da morte, com a peculiaridade de amar o próprio algoz e depositar, nesse laço de afeto, esperanças de salvação.


“É muito gratificante perceber o quanto o trabalho comunica e sensibiliza o espectador. Fico imensamente realizado! Muito importante e urgente refletirmos sobre nossa relação com os seres humanos, nossos iguais, mas também com os outros seres que habitam o planeta. Inclusive repensarmos a nossa forma de consumo tão predatória dos recursos naturais. Precisamos nos enxergar como parte do todo, como a natureza, ampliarmos o olhar para a coletividade, para a empatia e para o afeto. O amor é a força mais poderosa do universo.” (Vandré Silveira)


SOBRE VANDRÉ SILVEIRA | ARGUMENTO, ATUAÇÃO E PRODUÇÃO:

Em 2026 o ator aguarda as estreias de “D. Beja” (Max), como o capitão Moacir, e do filme “Nosso Lar 3 - Vida Eterna”, de Wagner de Assis, como Martinho (em produção). Ele também integra o elenco de “Emmanuel”, longa do mesmo diretor de “Nosso Lar” sobre o guia de Chico Xavier que está sendo filmado no Rio de Janeiro.

Vandré formou-se no Curso Profissionalizante de Teatro da Fundação Clóvis Salgado (Cefar- Palácio das Artes) em Belo Horizonte, no ano de 2005. No teatro, idealizou e protagonizou o monólogo “Farnese de Saudade”, dirigido por Celina Sodré, em 2012, espetáculo sobre o artista plástico Farnese de Andrade que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival Home Theatre (RJ), em 2014. O ator também assinou o texto e a cenografia do espetáculo/instalação, recebendo a indicação na categoria cenário no 25º Prêmio Shell e levando o prêmio Questão de Crítica pela cenografia. Foi ainda indicado pela pesquisa do projeto, na categoria Especial, no 2º Prêmio Questão de Crítica. Com a Companhia Aberta (RJ), idealizou a montagem do espetáculo “O Homem Elefante”, com direção de Cibele Forjaz e Wagner Antonio (2015), e deu vida ao protagonista John Merrick, conhecido como o “homem elefante”. Atuou ainda nos espetáculos teatrais “A vida dela”, de Priscila Gontijo com direção de Delson Antunes (2016); “Vermelho Amargo”, com direção de Diogo Liberano (2014); “Momo e o Senhor do Tempo”, com direção de Cristina Moura (2013); “Céu sob chuva ou Botequim”, com direção de Antonio Pedro Borges (2013); “O menino que vendia palavras”, com direção de Cristina Moura (2012); “Dois jogos: Sete jogadores”, com direção de Celina Sodré (2011); “Trans Tchekhov”, com direção de Celina Sodré (2010); “Amor e Restos Humanos”, de Brad Fraser, com direção de Carlos Gradim (2005); e “Festa de Casamento”, com direção de Eid Ribeiro (2005). No cinema, atuou no curta “Bárbara”, de Carlos Gradim, e recebeu os Prêmios de Melhor Ator nos Festivais de Cinema: “Primeiro Plano” (Juiz de Fora, MG); Ibero-Americano de Cinema/Curta-SE (Sergipe); “For Rainbow“ (Fortaleza, Ceará) e VI Festival de Cinema de Maringá (Paraná). Atuou no longa “Rio Mumbai”, com direção de Pedro Sodré e Gabriel Mellin. Na televisão, esteve no ar como Lázaro na novela “Jesus” (RecordTV, 2019). Em “A Dona do Pedaço” (TV Globo, 2019) deu vida ao advogado Dr. Tibério. Em 2023, participou da novela “Vai na Fé” (TV Globo) como o técnico de laboratório Antônio. Em 2024, fez parte da série “Reis - A Divisão”, como o governador Josafá.


SOBRE ANDRÉ PAES LEME | DIRETOR

Doutor em Estudos Artísticos na especialidade de Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa e Graduado em Artes Cênicas na especialidade de Direção Teatral pela UNIRIO, onde leciona desde 1999, já encenou mais de 50 espetáculos, entre peças de teatro, óperas e concertos musicais. Em 2019, em Portugal, estreou “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos, e mais recentemente, “Miguel e Los Angeles”, espetáculo circense **realizado com a Escola do Chapitô, no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Em 2018, no Brasil, encenou “Agosto”, texto premiado de Tracy Lettes (destaque no RJ e SP); e também a ópera “O Matrimónio Secreto”, de Domenico Cimarosa. Em 2010 recebeu o Prêmio APTR/2010 de melhor direção pelo espetáculo “Hamelin”, de Juan Mayorga.


SOBRE DANIELA PEREIRA DE CARVALHO | AUTORA

Dramaturga premiada, é formada atriz pela CAL (Casa de Arte das Laranjeiras) e em Teoria do Teatro, com Mestrado em Artes Cênicas pela UniRio. Escreveu seus primeiros textos como dramaturga para a companhia teatral “Os Dezequilibrados”. A partir de 2005, escreveu peças que lhe renderam importantes prêmios e reconhecimento da crítica. Destaque para: “Assassinato em série”, “*Tudo é permitido” (*indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2005), “Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias” (vencedor do Prêmio APTR 2006 de Melhor Autor e indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2006), “*Renato Russo - o musical” (*indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto em 2006), “*Por uma vida um pouco menos ordinária” (*indicada ao Prêmio Shell São Paulo de Melhor Texto e Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2007), “*Um certo Van Gogh” (*indicada ao Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2009), “Tom & Vinícius - o musical”, “*As próximas horas serão definitivas” (*indicada ao Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Texto em 2011), “Tubarões” e “Memórias do Esquecimento”. Recentemente, esteve em cartaz com o espetáculo “A Revolução dos Bichos”, com direção de Bruce Gomlevsky.


SINOPSE “A HORA DO BOI”:

História sobre empatia entre seres vivos, quando um homem sem afetos cria laços de amor com um boi. Tratador e capataz de matadouro que se encontra numa encruzilhada ao criar grande relação de amizade e afeto com o boi Chico, nascido por suas mãos e criado por ele como um filho.


FICHA TÉCNICA:

Texto: Daniela Pereira de Carvalho

Idealização e Atuação: Vandré Silveira

Direção: André Paes Leme

Assistência de Direção e Direção de Movimento: Paula Aguas e Toni Rodrigues

Cenografia e Figurinos: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e Figurinista assistente: Arlete Rua

Confecção de figurino: Ateliê Bruta Flor

Iluminação: Renato Machado e Anderson Ratto

Trilha Sonora: Lucas de Paiva

Preparação Vocal: Claudia Elizeu

Design Gráfico: Raquel Alvarenga

Fotografias: Callanga e Lorena Zschaber

Operação de Luz: Brisa Lima

Operação de Som: Consuelo Barros

Voz em off: Claudio Gabriel

Gestão de Conteúdo: Michele Louvores

Gestão de Mídia: Agência Nucleus Digital

Social Media: Gustavo Lima

Assessoria de Imprensa: Passarim Comunicação & Sustentabilidade (Silvana C. Espirito Santo) e Marcelo Bartolomei

Produção executiva: Márcia Andrade

Direção de Produção: Sandro Rabello

Realização: Oriente Produções e Diga Sim Produções


SERVIÇO:

“A Hora do Boi”, com Vandré Silveira

Quando: 13/01 a 11/02/2026 (às terças e quartas-feiras, às 19h))

Dias 13 e 14; 20 e 21; 27 e 28 de janeiro de 2026; 3 e 4; 10 e 11 de fevereiro de 2026.

Local: Teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)

Endereço: Av. Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro-RJ, CEP 20040-009

Telefone: (21) 23261-2550

Ingressos: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia-entrada)

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

Ingressos no teatro, nos dias das apresentações, terças e quartas, das 16h às 18h50.

Capacidade: 142 lugares


Promoção: Clube O Globo com 50% de desconto em até dois ingressos (não cumulativo)


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