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Tem que meter a colher: até onde vai a tolerância com a violência de gênero?

Ubook lança no dia 06 de março podcast documental "Tem que meter a colher!

- Até quando mulheres serão mortas por serem mulheres?",

que discute violência contra as mulheres no país, com roteiro e produção de Viviane Pires e narração de Selma Boiro


Uma mulher foi atropelada pelo seu ex-ficante e arrastada por mais de um quilômetro na marginal Tietê. Após um mês internada, faleceu devido aos ferimentos. Outra, foi espancada pelo então namorado: 61 socos. Ele desfigurou seu rosto no elevador do prédio em que moravam. A estatística é assustadora: cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de agressão de gênero em 2025, de acordo com o DataSenado. Números tão exorbitantes, fazem com que as identidades dessas vítimas passem a figurar, por vezes, apenas as estatísticas.


Os casos de Tainara Souza Santos e Juliana Garcia, narrados no primeiro parágrafo, foram cobertos pela mídia e chamaram a atenção pública no final de 2025 devido à brutalidade dos crimes.


O segundo volume do podcast documental Tem que meter a colher! 2 Até quando mulheres serão mortas por serem mulheres? tem a proposta de olhar para essas vítimas a partir de suas identidades e individualidades, além de contribuir para o debate explorando as perspectivas de importantes profissionais.


O que une as vítimas é o fato de serem mulheres em um Brasil que frequentemente consta entre os cinco países que mais cometem feminicídio no mundo. Como disse a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, “Mata-se a mulher por ser mulher”, e a pergunta que ainda ecoa é “Por que tantas continuam sendo vítimas de uma violência que não deveria existir?”. 

 

Dados (infelizmente) atuais


Logo no início do segundo episódio deste podcast documental, o ouvinte tem acesso a dados oficiais que retratam a real condição da mulher em nosso País ao mesmo tempo em que contextualiza o debate:"O Brasil registrou no ano de 2025 1.518 feminicídios, o maior índice já documentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Quatro mulheres assassinadas por dia ou uma mulher morta a cada seis horas no País. O recorde superou o de 2024, ano que registrou 1.458 feminicídios. Esses dados são da Agência Brasil. A contagem avança, a vida recua. Numa operação matemática, a triste informação revelada é que o Brasil registra, em média, mais de mil e trezentos assassinatos de mulheres por ano. Um grave problema social, enraizado nas desigualdades de gênero". 


Tem que meter a colher! 2 Até quando mulheres serão mortas por serem mulheres? nos propõe refletir sobre o assunto a partir das perspectivas de mulheres que são referências importantes para o debate e que foram entrevistadas..

No primeiro episódio, o podcast terá, com exclusividade, a participação de Juliana Garcia, sobrevivente do ataque narrado no primeiro parágrafo e que hoje, além de ser estudante de educação física, atua como palestrante e ativista de causas feministas.

Já o segundo episódio contará com a participação da desembargadora Jaceguara Dantas da Silva, conselheira no Conselho Nacional de Justiça e membro do Comitê de Gestão do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio entre os Três Poderes. O comitê objetiva unir forças, respeitando as competências de cada instância envolvida, com o compromisso de gerar ações de enfrentamento ao feminicídio e para a garantia da vida de mulheres e meninas, em toda a sua diversidade.


Além delas, para compor a construção do futuro lançamento, foram entrevistadas Sandra Aparecida Pereira, fundadora do Movimento Mulheres da Várzea, de São Paulo, que há anos levanta a bandeira do combate à violência contra mulheres e a advogada Maria Júlia Leonel, mestre e doutora em Direito nas áreas de gênero e criminologia, além de professora e debatedora na Rádio CBN Recife, que ajuda a pensar o tema com o viés jurídico: mais de 90% das mulheres que foram vítimas de feminicídio nos anos de 2024 e 2025 não tinham medida protetiva. Ou seja, em que pesem todas as críticas às medidas protetivas, elas seguem sendo, a gente analisando, fazendo essa comparação de dados, uma medida importante", afirma.


O podcast documental tem roteiro, produção executiva e coordenação de produção de Viviane Pires e narração de Selma Boiron, locutora há 44 anos, formada no rádio e na UFF em Produção Cultural e Estudos de Mídia, além de amante de podcasts. Já a sonorização, finalização técnica e masterização, foram realizadas por Jorge Ramos (Brinquinho) e a gerência de produção por Darla Almeida.


O primeiro episódio do segundo volume de Tem que meter a colher! 2 Até quando mulheres serão mortas por serem mulheres? estará disponível a partir do dia 6 de março na plataforma da Ubook, o maior aplicativo de audiotainment da América Latina, que pode ser acessado pelo computador ou pelo aplicativo de celular.


Na primeira edição do projeto, Tem que meter a colher! - O combate à violência contra mulheres, lançada em 8 de março de 2023 e também disponível na plataforma da Ubook, foi entrevistada Luiza Brunet, importante ativista da causa feminista, com narração de Marta Ramalhete e participação da ex-delegada e deputada estadual no Rio de Janeiro Martha Rocha, a primeira mulher a comandar a Polícia Civil no estado. 


FICHA TÉCNICA:


Título E1: Vítimas de uma tragédia diária

Título E2: A violência que não cessa

Data de lançamento do primeiro episódio: 6 de março de 2026, sexta-feira.

Narração: Selma Boiron.

Roteiro e produção executiva: Viviane Pires.

Sonorização, finalização técnica e masterização: Jorge Ramos (Brinquinho).

Coordenação de produção: Viviane Pires.

Gerência de produção: Darla Almeida.

Sobre a Ubook


Lançada no início de outubro de 2014, a Ubook é o maior aplicativo de audiotainment da América Latina. Por um valor mensal é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através do aplicativo. Além dos audiobooks e podcasts, a Ubook inovou o segmento trazendo também séries e documentários originais, notícias e e-books. A plataforma conta ainda com a Ubook Music e a Ubook FM, que oferecem música de diversos gêneros para assinantes e não assinantes. Para saber mais, acesse: www.ubook.com. Nas redes sociais: @ubookapp.


 
 

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